6 December, 2022

Redução nos juros de financiamento é anunciada pela Caixa

A Caixa Econômica Federal anuncia redução nos juros de financiamento que beneficiará quase um milhão de famílias.

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Ter o próprio espaço é um dos desejos de pessoas com uma faixa etária de 25 a 50 anos, especialmente nos casos daqueles que possuem família. Com essa notícia, quem tinha esse sonho agora tem mais oportunidades para transformá-lo em realidade.

A taxa de financiamento imobiliário, antes de 3,35% ao ano, caiu para 2,95% ao ano, tendo uma redução de 0,4 ponto percentual. Mas a taxa é válida apenas para contratações realizadas a partir do dia 18 de outubro deste ano.

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Pedro Guimarães, atual presidente da Caixa, declarou que cerca de um terço da população brasileira possui imóvel financiado pela instituição.

Brasília: Prédio da Caixa Econômica Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Sobre o corte na taxa de juros anunciado pela Caixa

O corte nos juros acontece no chamado crédito Poupança Caixa, que é uma modalidade de financiamento habitacional.

Na Caixa existem quatro modalidades de financiamento habitacional que são:

– Crédito com taxa fixa de juros;

– Crédito com a correção através da Taxa Referencial (TR);

– O financiamento corrigido pela inflação (IPCA);

– Finalmente, há o crédito Poupança Caixa (havendo taxa de juros fixa e outra que é variável, segundo o rendimento da Poupança.

E foi na taxa fixa que é cobrada pela Caixa que ocorreu essa redução de 3,35% ao ano para 2,95% ao ano. Agora o crédito será de 2,95% a.a + o que rende a poupança.

De acordo com informações da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), essa novidade pode tornar elegíveis para o financiamento habitacional quase um milhão de famílias brasileiras. A seguir temos mais informações sobre a novidade.

Em Brasília teve um evento realizado na sede da Caixa, sobre o setor de construção civil, foram apresentados todos os detalhes dessa ação.

Aumento no poder de endividamento das famílias e benefícios também para a construção civil com a redução nos juros

Também segundo a Abrainc, esse corte nos juros faz com que haja um aumento de 6% no poder de endividamento das famílias, sendo um resultado que ainda gera benefícios para o setor de construção civil (de forma tabelada).

Luiz França, o presidente da Abrainc, conta que essa nova taxa beneficiará compradores de diferentes faixa de renda.

Segundo cálculo apresentado por França, no caso de uma família que quisesse adquirir um imóvel por R$ 300 mil, onde 80% do valor seria financiado, essa família deveria ter uma renda mensal de R$ 4,4 mil. Mas com a redução nos juros essa família agora teria que ter uma renda mensal de R$ 4,1 mil.

É esperado também que a redução nas taxas ajude a impulsionar o mercado imobiliário e a aumentar a competitividade entre as instituições bancárias. Ou seja, a ação favorece a muitos.

O presidente da Abrainc pontuou que entre os beneficiários dessa redução estão as famílias que querem adquirir um imóvel, agora podendo negociar com taxas que se encaixem nas parcelas ao seu orçamento, e as construtoras e também incorporadoras, uma vez que a busca por imóveis na planta aumentará.

A influência do aumento da taxa Selic (taxa básica de juros)

Quando a Selic aumenta, naturalmente, o crédito se torna mais caro. Contudo, a poupança é estimulada com esse cenário. É por isso que o atual cenário não gera efeitos sobre o setor. Mesmo com a taxa básica de juros aumentando, a procura por imóveis segue agora em alta.

Essa redução nos juros representa para as construtoras e incorporadoras do segmento de empreendimentos populares a ampliação das vendas, dado que quase todos os clientes nesse sentido utilizam o financiamento da Caixa para aquisição de imóveis.

Inclusive, foi relatado por Alexandre Boffoni, diretor regional da construtora Tenda no Rio de Janeiro, que a construtora lançará cerca de 3,5 mil novas moradias na zona Norte e zona Oeste da cidade.

O momento em que a Caixa Econômica Federal anunciou o corte de juros foi muito importante. Atualmente, com a inflação elevada e muitos problemas que deixam receio sobre o atual cenário econômico, essa notícia traz mais esperanças para quem busca a casa própria.

Agora as famílias poderão adquirir imóveis pagando parcelas dentro do seu orçamento. Além, é claro, de que isso aqueceu o setor da construção civil.

O número de famílias aptas para adquirir um imóvel será maior, sem contar que esse é um estímulo para que mais pessoas optem por realizar o sonho de ter uma casa ou apartamento.

Possibilidade de sair do aluguel

Muitas famílias veem a compra de um imóvel como um investimento. Muitas delas moram de aluguel e buscam oportunidades para conseguirem financiar a compra de uma casa ou apartamento.

E aqui há ainda outra vantagem que é a ampliação do teto para o financiamento do programa.

O ajuste foi de 10%, tendo sido o mesmo aprovado pelo Conselho Curador do FGTS. Esse teto diz respeito ao valor do financiamento disponibilizado para o programa habitacional do governo federal, o Casa Verde e Amarela.

Com o aumento no teto, agora há um valor máximo para financiamento de imóveis de até R$ 265 mil. E a notícia foi muito bem recebida tanto pelas famílias como também pelas empresas do setor de construção civil que atuam com moradias populares.

O aumento no teto para o enquadramento no programa favoreceu melhorias nos empreendimentos. Um exemplo é no caso dos prédios que conseguira agregar diferenciais como a inclusão de varanda.

Um exemplo foi o aumento de 10% no teto para as capitais e regiões metropolitanas:

– Nas cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro o teto foi de R$ 240 mil para R$ 264 mil;

– No Sul e nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo o teto foi de R$ 215 mil para R$ 236,5 mil;

– E no Centro-Oeste, Norte e Nordeste ele foi de R$ 190 mil para R$ 209 mil.

Sobre o programa de acesso a moradias, o Casa Verde e Amarela tem a Caixa Econômica Federal como o principal agente financeiro. Mais de 99,9% das aplicações de recursos desse programa partem dessa instituição bancária.

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